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curity and pressures chris�an students toward ligiosas para evitar sanções acadêmicas, limi-
self-censorship: to be accepted, they must hide tações em estágios ou crí�cas de docentes e
spiritual convic�ons that are, paradoxically, colegas.
central to their self-understanding and to the Esse ambiente gera insegurança acadêmica e
ethical mo�va�on that leads them to care for uma pressão para que o estudante crente ado-
others. te uma postura de autocensura: se quiser ser
aceito, deve ocultar convicções espirituais que,
3. The social imagina�on marked by the asso- no entanto, fazem parte de sua autocom-
cia�on between “Chris�an Psychology” and preensão e mo�vação é�ca para cuidar de pes-
“Gay Cure” soas.
Another significant challenge concerns the im-
pact of contemporary ideologies on the forma- 3. O imaginário social marcado pela asso-
�on of the Brazilian social imagina�on. Leaders ciação entre “psicologia cristã” e “cura gay”
within the CFP and associated ac�vist move- Outro desafio expressivo diz respeito ao impac-
ments have, over recent years, promoted the to de ideologias contemporâneas na formação
narra�ve that any proposal linking chris�an do imaginário brasileiro. Membros diretores do
faith and psychology is necessarily connected CFP e movimentos militantes associados, ao
to “gay cure” prac�ces or “sexual reorienta�on longo dos úl�mos anos, promoveram a narra�-
therapies.” This mistaken and reduc�onist asso- va de que qualquer proposta que una fé cristã e
cia�on produces two serious effects: psicologia estaria necessariamente ligada às
prá�cas de “cura gay” ou “terapias de reversão
a) It reduces chris�an psychology to a poli�cal- sexual”. Essa associação, equivocada e simplifi-
iden�ty stereotype. cadora, produz dois efeitos graves:
b) It prevents the faith–science dialogue from
developing freely, rigorously, and frui�ully. a) Reduz a psicologia cristã a um estereó�po
polí�co-iden�tário.
In the public arena and collec�ve imagina�on, b) Impede que o debate sobre a relação fé-ciên-
the work of chris�an psychologists has been im- cia se desenvolva de modo livre, rigoroso e
properly linked to the defense of so-called “gay fru�fero.
cure” or “conversion therapy,” largely due to
controversies surrounding a�empts to reverse Na arena pública e no imaginário cole�vo, a
sexual orienta�on on the basis of religious ar- atuação de psicólogos cristãos foi indevidamen-
guments or mo�va�ons. The CFP, in mul�ple te associada à defesa da chamada “cura gay” ou
statements and resolu�ons, strongly condemns “terapia de conversão”, especialmente em ra-
any prac�ce that pathologizes homosexuality zão de polêmicas envolvendo tenta�vas de re-
or any therapeu�c interven�on aimed at “sexu- verter orientações sexuais a par�r de argumen-
al reversion.” This has become one of the cen- tos ou mo�vações religiosas. O CFP, em diversas
tral points of conflict between ideological ac�- notas e resoluções, condena fortemente qual-
vism and religiously oriented groups. quer prá�ca de patologização da homossexuali-
This context has contributed to labeling chris�- dade ou intervenção terapêu�ca que vise “re-
an psychology as an�-scien�fic or reac�onary, versão sexual”, sendo este um dos principais
thereby obstruc�ng the recogni�on of approa- pontos de embate entre militância ideológica e
ches that draw on a biblical worldview to pro- grupos de orientação religiosa. Esse contexto
mote holis�c health. As a consequence, the ac- contribuiu para a rotulação da psicologia cristã
cusa�on of “an�-scien�fic bias” is frequently como an�-cien�fica ou reacionária, dificultan-
used to disqualify any academic produc�on do o reconhecimento de abordagens que par-
that men�ons or alludes to chris�anity, even in tam de uma cosmovisão bíblica para a pro-
an author’s private framework of meaning, re- moção da saúde integral.
gardless of its methodological or clinical merit.
In this environment, publishing research in Bra- Como consequência, a acusação de “an�cien�-
zil that demonstrates therapeu�c effec�veness ficismo” é usada para desqualificar previamen-
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