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1. Ins�tu�onal resistance to the term “Chris- 1. A resistência ins�tucional ao termo “psico-
�an Psychology” logia cristã”
In Brazil, the professional �tle of psychologist, No Brasil, o �tulo profissional de psicólogo, as-
as well as the legi�mate scope of clinical prac�- sim como o escopo legí�mo da prá�ca clínica, é
ce, is regulated by federal law and by norms is- regulado por legislação federal e por normas
sued by the Federal Council of Psychology emi�das pelo Conselho Federal de Psicologia
(CFP). Within this regulatory framework, the (CFP). Dentro desse sistema regulatório, o uso
use of terminology that links psychological de termos que vinculem a prá�ca psicológica a
prac�ce to religious references, such as “Chris- referenciais religiosos, como “psicologia cristã”,
�an psychology”, is explicitly prohibited in offi- é expressamente (Site oficial do órgão que re-
cial documents. The Council reinforces the se- gulamenta a profissão de psicologia no Brasil
cular character of the profession and forbids h�ps://site.cfp.org.br/formacao-em-psicolo-
psychologists from associa�ng their professio- gia-crista-comunicado-do-cfp/ ) vetado nos do-
nal �tle with religious tradi�ons or incorpora- cumentos oficiais. O órgão reforça o caráter lai-
�ng psychological methods and techniques into co da profissão e proíbe psicólogos de associa-
religious beliefs, including in the promo�on of rem o �tulo profissional a vertentes religiosas
services and clinical work. ou de incorporarem métodos e técnicas psi-
Several CFP resolu�ons emphasize that the psy- cológicas a crenças religiosas, inclusive na divul-
chologist’s work must be completely detached gação de serviços e atendimentos.
from confessional commitments. Thus, even Algumas resoluções do CFP insistem na ideia de
when a professional is academically and theolo- que a atuação do psicólogo deve ser completa-
gically trained, the mere explicit presence of mente desvinculada da confessionalidade. As-
the term “chris�an” a�ached to their professio- sim, mesmo quando o profissional é qualificado
nal iden�ty is interpreted as an ethical viola�- tanto academicamente quanto teologicamen-
on. This norma�ve framework hinders the pu- te, a mera presença explícita do termo “cristão”
blic visibility and ins�tu�onal recogni�on of ap- associado à iden�dade profissional é interpre-
proaches that seek to responsibly integrate tada como violação é�ca. Esse enquadramento
chris�an faith and psychology. norma�vo dificulta a existência pública e recon-
hecida de abordagens que buscam integrar fé
2. Ideological policing in university training cristã e psicologia de maneira responsável.
The ins�tu�onal prohibi�on strongly influences
the culture of psychology programs. Many stu- 2. Patrulhamento ideológico na formação uni-
dents who wish to engage their faith in dia- versitária
logue with psychological science are discoura- A proibição ins�tucional repercute fortemente
ged, formally or informally, from doing so. In se- na cultura dos cursos de psicologia. Muitos
veral universi�es, any a�empt to think about estudantes que desejam dialogar com sua fé
psychology from a chris�an perspec�ve is trea- são desencorajados, formal ou informalmente,
ted as an intellectual regression, as if faith were a fazê-lo. Em várias universidades, qualquer
synonymous with irra�onality or dogma�sm. tenta�va de pensar psicologia a par�r de uma
This ins�tu�onal restric�on has a direct impact perspec�va cristã é vista como atraso intelectu-
on the training of psychology students, crea�ng al, como se fé fosse sinônimo de irracionalidade
an environment of ideological policing in which ou dogma�smo.
future professionals are pressured not to ex- Essa restrição ins�tucional tem impacto direto
press confessional perspec�ves or viewpoints sobre a formação dos estudantes de psicologia,
grounded in chris�an faith during their acade- criando um ambiente de patrulhamento
mic forma�on or clinical prac�ce. Many end up ideológico em que há pressão para que futuros
concealing or abandoning their religious con- profissionais não manifestem perspec�vas con-
vic�ons to avoid academic sanc�ons, limita�- fessionais ou fundamentadas em fé cristã ao
ons in clinical internships, or cri�cism from fa- longo de seu processo de formação univer-
culty and peers. sitária e prá�ca clínica. Muitos alunos acabam
Such an environment produces academic inse- ocultando ou abandonando suas convicções re-
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